Maria Lacerda de MouraO intelectual começa pretendendo ser sincero. Depois, se tudo já foi dito, precisa encontrar o meio de se fazer original. Exagera, deforma, principia a mentir. Logo se adapta, porque despertou os instintos inferiores. E ama a crueldade, a astúcia, a hipocrisia, e adapta as frases nobres e os sonhos delicados à luxúria, ao erotismo, à crueldade sádica e consegue a harmonia desejada entre a forma bela e a ação que avilta. E a crítica o cobre de louvores, tornando-o “humano”… e realista.

 

Maria Lacerda de Moura, sobre o processo de degeração dos ideais

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